Enviar
O botão mais assustador que já inventaram
Acabei de enviar o original do meu primeiro livro para uma editora. O que acontece agora? Não sei, mas a notícia quente é que eu enviei. Dei minha cara a tapa, puxei papo numa feira literária e agora estou aqui, clicando em “enviar” como o tipo de pessoa que sabe o que está fazendo.
E é estranho esse lugar de “quase-conquista” ou “quase-conclusão”. Eu terminei o livro, eba! Mas dificilmente ele está pronto, pronto. Assim como já o terminei outras tantas vezes, depois revisei, ajustei, acrescentei e terminei de novo, provavelmente ainda devo somar alguns arquivos ao “Vale_esse_Final.pdf”. E tem todas as ilustrações que ainda não fiz, e estou para descobrir se farei.
A verdade é que, depois de mais de três anos escrevendo, engavetando, reescrevendo e apagando, talvez eu ainda esteja só no meio do caminho. O mais difícil já foi? Nem sei. Mas, como disse minha amiga ontem durante o lançamento do seu primeiro livro, a maior lição que um autor iniciante pode aprender é a “sentar a bunda e escrever”, e essa lição eu acho que aprendi.
Também entendi, enquanto finalizava as últimas versões, que existir é melhor do que estar perfeito. Agora, é esperar que esteja perfeito o suficiente para existir.

Que notícia maravilhosa!!! Parabéns Ju!! Quero muito ler!!!! Boa sorte!!!
acho que livros são como pessoas: nunca estão prontos. sempre há o que mudar, acrescentar, repensar… mas uma hora a gente precisa acreditar que já estão maduros o suficiente para ganhar (e enfrentar) o mundo. boa sorte com a editora! 😊